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domingo, 11 de setembro de 2011

Effect Cigarette...

Implantei-me mais uma noite do outro lado do meu quarto, permaneci de pé ( não me senti confortável) mudei para a cadeira junto do parapeito que me ia tirando a vida (demasiado vulgar), decidi encostar o meu corpo ao solo gélido, onde elaborei o meu espaço perfeito.
Enrrolei-te, lambi-te, e estavas pronto para entrar na minha boca. Dois auscultadores penetraram-me ambos os ouvidos, liguei-te...o ambiente tornou-se meramente desconfortável, a essência não era a mesma, estava deslocada entre linhas paralelas que me faziam converter cada pensamento num desenho ilumidado pela chama do cigarro travado e o reflexo intenso e espelhar da lua cheia.
Sim, estava lua cheia. Pontas de cinza irremediáveis caiem sobre o meu colo estranhamente aquecido.
Cantava de uma forma assustadora, parecia que me incentivava a fumar cada vez mais rápido, a pensar na falta das noites bem passadas sobre a alma gémea do cigarro mal aceso. Naqueles tempos que nem sequer travava, e o vento levava o sopro como o vapor quente da saudade.
Entrei no quarto, fechei a janela e o fumo fugiu. As nuvens, levaram-te. Levas-me também? Esta noite, pode ser que seja esta mesma noite que acabe o trabalho que ainda não me deixaram finalizar.
Hoje, as estrelas perderam brilho , não tenho explicação possivel, o mero acaso levou a luz que tinham recuperado.
Esta noite é aquela noite simples, que para além de dormir, fuma o nosso proprio acontecimento, queres-me fumar ? Apenas uma vez?

Um comentário:

  1. escreves melhor do que falas. não sei se vais ver isto como um elogio, mas

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